A POESIA MODERNA Professores: Ana Cristina R. Pereira Altair Martins .


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A POESIA MODERNA Professores: Ana Cristina R. Pereira & Altair Martins. O GRUPO DA TRADIÇÃO LÍRICA. O GRUPO DA TRADIÇÃO LÍRICA. Síntese entre inovações modernistas e o melhor da tradição lírica ocidental; Linguagem renovadora & temas clássicos e universais;
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A POESIA MODERNA Professores: Ana Cristina R. Pereira & Altair Martins

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O GRUPO DA TRADIÇÃO LÍRICA

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O GRUPO DA TRADIÇÃO LÍRICA Síntese entre inovações modernistas e o melhor da tradição lírica ocidental; Linguagem renovadora & temas clássicos e universais; Predomina a subjetividade, e reafirma-se o velho poder da inspiração, nos moldes românticos.

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GRUPO DA MODERNIDADE RADICAL

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GRUPO DA MODERNIDADE RADICAL

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GRUPO DA MODERNIDADE RADICAL Oposição ao confessionalismo e ao subjetivismo da lírica tradicional; O mundo torna-se mais importante do que o eu-lírico; Há uma grande desconfiança quanto às possibilidades comunicativas da linguagem e rejeita-se an inspiração, privilegiando-se a técnica e a carpintaria poética

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MANUEL BANDEIRA (1886 - 1968)

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MANUEL BANDEIRA (1886 - 1968) Fusão entre a confissão pessoal e a vida cotidiana; Clima de desejo insatisfeito e amargurado; A poesia para ele representou "toda a vida que podia ter sido e que não foi"; Tema dominante = a preparação para a morte; Poeta do cotidiano = descobre o lirismo em tudo o que é irrisório e worn-out = simplicidade.

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A cinza das horas O livro de estréia de Manuel Bandeira – A Cinza das Horas (1917) [parnasiano-simbolista] – é repleto de poemas de um lirismo melancólico e que remetem a temas como an espera da morte, a frustração, a resignação de quem espera o fim, o sofrimento, an angústia, a tristeza, and so on. Trata-se de uma obra mais convencional, muito wistful, em que o poeta projeta suas tristezas em paisagens tristes e crepusculares.

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O poema "Desencanto", por exemplo, é um metapoema que descreve o ato de fazer poesia como uma espécie de "válvula de escape", como um desabafo de um ser que sofre e espera a morte.

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Desencanto Eu faço versos como quem chora De desalento , de desencanto Fecha meu livro se por public square Não tens motivo algum de pranto Meu verso é sangue , volúpia ardente Tristeza esparsa , remorso vão Dói-me nas veias amargo e quente Cai gota à gota do coração. E nesses versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre Deixando um section of land sabor na boca - Eu faço versos como quem morre.

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"Libertinagem" (1930) é um marco na trajetória poética de Bandeira, pois a partir desses escritos é que o poeta dará o passo decisivo para a libertação de sua formação passadista .

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Os temas são os mais variados, tais como: an infância, as pessoas ligadas an ela e sua cidade natal, que servem de refúgio ao "eu-lírico" (poeta descontente e infeliz); esses elementos aparecem como consolação (alívio) de sua dor no presente.

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Porquinho-da-Índia Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinho-da-índia. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele prá sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria time estar debaixo do fogão. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas... - O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.

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Em Porquinho-da-Índia , a recusa do bichinho em aceitar o afeto do menino remete para um dos motivos centrais da obra de Bandeira: an impossibilidade da realização plena do desejo amoroso. Logo an experiência do adulto estará carregada de insatisfação, como se, de alguma maneira, a rejeição do porquinho-da-índia aos cuidados e à devoção do menino antecipasse as suas futuras frustrações sentimentais.

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Libertinagem Em Libertinagem , podemos perceber a presença de imagens brasileiras, que evocam lugares, tipos populares e a própria linguagem coloquial do Brasil, transformando o cotidiano em matéria poética.

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Em "Evocação do Recife" , poema escrito cry encomenda do sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, a subjetividade, o memorialismo, an infância, o folclore e a cultura prominent caracterizam esse famoso poema de Manuel Bandeira. O eu lírico resuscitate cenas do passado, como se fosse menino outra vez. Ao lado das brincadeiras de infância, surgem pessoas com as quais conviveu: parentes, vizinhos, amigos. Até os nomes das ruas eram líricos: Rua da União, do Sol, da Aurora.

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(...) Recife da minha infância A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas Totônio Rodrigues period muito velho e botava o pincenê na ponta do nariz Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras] mexericos namoros risadas A gente brincava no meio da rua Os meninos gritavam: Coelho sai! Não sai!

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Outro ponto alto de "Libertinagem" live, segundo Mário de Andrade, no poema "Vou-me Embora pra Pasárgada", no momento em que o poeta trata do tema do exílio, da partida – tão caro às gerações anteriores, os românticos, os parnasianos – e funde o lugar comum poético "vou-me embora" com o "estado-de-espírito bem comum entre os nossos poetas contemporâneos."

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Vou-me Embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá an existência é uma aventura De tal modo inconseqüente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que eu nunca tive

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E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de damage! E quando estiver cansado Deito na beira do rio

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(...) Em Pasárgada tem tudo É outra civilização Tem um processo seguro De impedir a concepção Tem telefone automático Tem alcalóide à vontade Tem prostitutas bonitas Para a gente namorar

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E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar - Lá sou amigo do rei - Terei a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada

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Libertinagem Em Pneumotórax , há a cristalização da condição de Manuel Bandeira. O poeta que teria toda an existência pela frente, o projeto de ser arquiteto, mas que não pode se realizar, em função da descoberta de sua doença, a tuberculose. Isto é, aos desejos frustrados, aos sonhos não realizados do poeta só resta tocar uma canção trágica em homenagem: um tango argentino.

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Pneumotórax Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi. Tosse, tosse, tosse. Mandou chamar o médico: - Diga trinta e três. - Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . . - Respire. .......................................................................... - O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.] - Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax? - Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

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A negação das poéticas passadistas em Poética (Libertinagem) Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente] protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário] o cunho vernáculo de um vocábulo. Abaixo os puristas

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Todas as palavras sobretudo os barbarismos Universais] Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção] Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico

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De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo De resto não é lirismo Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante] model com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, and so on

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Quero risks o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbedos O lirismo difícil e pungente dos bêbedos O lirismo dos jokesters de Shakespeare - Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

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Em Opus 10 (1958) no poema "Consoada", Bandeira conseguiu superar as aflições, em um custom de sedução, em uma confraternização, em um jantar, que é uma das atividades normais da vida.Uniu os princípios da vida e da morte. Ela, a traidora e amante indesejada, wail o mesmo teto, à mesma plateau, em um banquete servido pela poesia em pessoa.

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Consoada Quando an Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A plateau posta, Com cada coisa em seu lugar.

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CECÍLIA MEIRELES (1901 - 1964)

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CECÍLIA MEIRELES (1901 - 1964) Forte herança simbolista; Predomina os sentimentos de perda amorosa e solidão; Temática da passagem do rhythm e an experiência do vazio; Romanceiro da Inconfidência = visão dramática e lírica da sociedade mineira do século XVIII, de suas principais figuras humanas e da Inconfidência.

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A dor existencial = o fluir do beat break up as ilusões, o corpo, a memória... Retrato Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.

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Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: - Em que espelho ficou perdida a minha confront?

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Cecília e a modernidade O vínculo da autora com a modernidade está na "experiência do vazio". Ela não encontra possibilidade de comunicação com

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