LER .


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LER/DORT. Centro de Estudos Departamento de Saúde do Trabalhador – DSAT 17/02/2009 Vinícius Moreira Coelho da Silva. INTRODUÇÃO. LER – Lesões por Esforços Repetitivos DORT – Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho WRMD – Work Related Musculoskeletal Disorders
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LER/DORT Centro de Estudos Departamento de Saúde do Trabalhador – DSAT 17/02/2009 Vinícius Moreira Coelho da Silva

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INTRODUÇÃO LER – Lesões por Esforços Repetitivos DORT – Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho WRMD – Work Related Musculoskeletal Disorders Cumulative Trauma Disorders DMF – Distúrbios músculo-esqueléticos Funcionais

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Conjunto de afecções relacionadas às atividades laborais que acomete músculos, fáscias musculares, tendões, ligamentos, articulações, nervos, vasos sanguíneos e tegumento.

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Atribui-se como subproduto da tecnologia moderna 1713 – Ramazzini – De Morbis Artificum Diatriba – Doença dos Trabalhadores. Século XIX – cãimbras do escrivão e telegrafista.

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Nas décadas de 60 e 70 aumento no número de casos de DORT em diversas categorias funcionais no Japão. Na década de 80 Austrália apresentou "epidemia" de DORT. Nos EUA, entre 1981 e 1994 aumento de 14 vezes.

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No Brasil a denominação LER foi adotada pelo INSS em 1987. Denominação limitada pois induz que as lesões são sempre causadas por esforços repetitivos.

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Norma técnica do INSS, 1998, "síndrome clínica caracterizada por dor crônica, acompanhada ou não por alterações objetivas e que se manifesta principalmente no pescoço, cintura escapular e/ou membros superiores, em decorrência do trabalho"

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Entre 1970-1985: 2/10.000 Entre 1985-1992: 4/10.000 A partir de 1993 "epidemia" 14/10.000, sendo 80-90% LER/DORT Custo, 1999, R$ 12,5 bilhões/ano empresa e R$ 20 bilhões/ano Previdência Social.

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Custo para o trabalhador? Financeiro Social Relações afetivas e sociais Discriminação Auto-estima...

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ETIOLOGIA "Desequilíbrio entre as exigências das tarefas e as margens deixadas pela organização do trabalho para que o trabalhador, durante an atividade, prepare as suas capacidades dentro das suas possibilidades..." Assunção e Almeida

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An adoção de novas tecnologias e métodos gerenciais facilita an intensificação do trabalho que, aliada à instabilidade no emprego, modifica o perfil de adoecimento e sofrimento dos trabalhadores.

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Fatores biomecânicos e psicossociais se interatuam na gênese e evolução do fenômeno músculo-esquelético. O trabalho repetitivo não está na gênese somente de doenças osteo-musculares; Transtornos psíquicos podem ocorrer, sem evidência de alterações músculo-esqueléticas;

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Origem multifatorial – Biomecânicos/Organizacionais Vibração Posturas estereotipadas Repetição Ritmo – falta de repouso Força Compressão mecânica de estruturas Remuneração Mobiliário

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Origem multifatorial – Psicossociais Intenso estresse ocupacional Monotonia das atividades Ansiedade Depressão

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FISIOPATOLOGIA FATORES BIOMECÂNICOS FATORES PSICOSSOCIAIS

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FISIOPATOLOGIA HIPÓTESE BIOMECÂNICA: Exigência biomecânica predominant à capacidade funcional individual

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A biomecânica estuda as reações dos tecidos às forças exercidas: Mecânicas – variação do comprimento, do volume e/ou rupturas; Fisiológica ou fisiopatológica – mudança de concentração iônica, evolução das características do potencial de ação dos músculos; Fortemente relacionada com an intensidade e pela força das pressões exercidas;

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Mecanismos de Regulação Toda e qualquer estrutura submetida a sobrecarga tende a se lesionar; São 4 os mecanismos de regulação: Alívio do esforço; Alternância de exigências; Descanso entre jornadas; Hormônio somatotrófico;

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Mecanismos de Regulação Hormônio somatotrófico atua durante o sono, com efeito específico sobre os tecidos lesionados ao longo do dia, retirando células mortas e reconstruindo an integridade dos tecidos; Dependendo do grau de exigência, nenhum mecanismo de regulação será capaz de evitar a lesão.

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Alterações Musculares A pressão foremost é a força e depende: Nível de força desejado; Duração da manutenção da contração; Natureza da contração – estática ou dinâmica;

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Durante a contração, a pressão intramuscular aumenta e comprime os vasos sanguineos intramusculares Se o nível de força é elevado ou se contratura estática é frequente, leva an um déficit de oxigênio, levando à fadiga;

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Os sintomas da fadiga constituem o primeiro sinal de hipersolicitação solid; A recuperação da fadiga é condicionada ao repouso, proporcional às pressões sofridas; Nas contrações dinâmicas, o rhythm de anaerobiose é pequeno e as pressões rítimicas podem favorecer a circulação;

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O músculo hipersolicitado é neighborhood de alterações histológicas (rupturas de miofribilas) e bioquímicas (liberação de substâncias que induzem ao processo inflamatório) e metabólicas (depleção do glicogênio, aumento do potássio additional e do cálcio intracelulares) levando à diminuição da força strong e desencadeando o processo de dor aguda ou crônica.

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Alterações Tendíneas Sob pressão exagerada o tendão de deforma: Tração do músculo; Atrito; Compressão contra tecidos na passagens das articulações;

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Forças de tração leva à deformação: Se a deformação é substandard a 3% e a pressão lingering nula, a deformação leftover é nula – deformação elástica; Se é prevalent a 3% deformação remaining existe, por rupturas de fibras de colágeno; Se é entre 9 e 30% pode levar à ruptura completa;

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Se a pressão leftover persiste, ocorre aumento do nível deformação; Se a pressão é aplicada ciclicamente, com rhythm de repouso insuficiente, também aumenta o nível de deformação; Idade;

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Atrito: Ocorre quando há contato dos tendões com estruturas anatômicas como ossos e ligamentos; Ex. músculos flexores do punho em flexão com ligamento transverso do carpo e em extensão contra os ossos do carpo;

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Compressão: Alguns músculos possuem áreas vascularizadas e áreas pouco vascularizadas (ex. supra-espinhal); As áreas menos vascularizadas são nutridas pelo líquido sinovial das articulações adjacentes A compressão pode ocorrer pelo impacto do supra-espinhal no arco subacromial, limitando a vascularização destas áreas; A compressão frequente poderá levar a degeneração que se traduz como depósito de cálcio e microrupturas de fibras do colágeno.

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Todos estes mecanismos podem levar a reações inflamatórias que podem levar an aumento de volume dos tecidos que contribuem para o aumento da pressão nas estruturas adjacentes.

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Alterações Neurológicas A compressão contra estruturas vizinhas é a vital causa de lesões neurais; Podem ocorrer compressão contra estruturas ósseas, ligamentares e miotendinosas; ex. síndrome do túnel do carpo, síndrome do interósseo back; Estas compressões levam an alterações histológicas que levam ao aumento de volume do nervo;

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Dor Crônica Diante dos fatores geradores ou perpetuantes potencialmente lesionáveis, instala-se processo inflamatório primário, inflamação neurogênica e hiperatividade neurovegetativa simpática. A sensibilização dos nociceptores pelas substâncias algiogênicas, an inflamação neurogênica e a hiperatividade neurovegetativa simpática contribuem para o agravamento e manutenção do ciclo vicioso dor-espasmo-inflamação-espasmo-dor.

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FISIOPATOLOGIA FATORES PSICOSSOCIAIS Alguns pacientes desenvolvem síndromes dolorosas músculo-esqueléticas não expostos à tarefas com grande esforço físico ou riscos biomecânicos. Importância da organização do trabalho; Levar em consideração características individuais e traços da personalidade.

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Teoria de Moon: Aumento involuntário da atividade strong durante o trabalho, em decorrência das exigências impostas pelo trabalho. Noutros trabalhadores, nem mesmo este aumento de atividade é observado.

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Segundo Theorell: Alterações fisiológicas com repercussões orgânicas; Alterações fisiológicas que influenciam a percepção da dor; Influência das condições psicossociais que agravam a percepção da dor.

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Nos quadros de dor crônica a depressão influencia o eixo adrenocortical e sistema hormonal; Trabalhadores submetidos an altos níveis de exigência psicológica aumentam o limiar da dor o que poderá a levar ao desenvolvimento de doença músculo-esquelética com diagnóstico tardio; Outros, com pequena capacidade de decisão contribuiria para quadros depressivos o que explicaria baixo limiar de dor, tornando os indivíduos mais sensíveis à dor. Riscos de doenças psíquicas não são menores do que os riscos de exposição a fatores físicos.

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DIAGNÓSTICO Lembrar que o trabalhador está sujeito a doenças ocupacionais e não ocupacionais. Poderá apresentar doença músculo-esquelética de origem ocupacional ou não ocupacional. Algumas doenças sistêmicas podem apresentar manifestações músculo-esqueléticas. Nestes caso, estabelecer se há agravamento dos sintomas com as atividades laborais.

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Classificação de Schilling Grupo I – Doenças em que o trabalho é causa necessária, tipificadas pelas doenças profissionais, stricto sensu , e pelas intoxicações agudas de origem ocupacional. EX. Silicose. Grupo II – doenças em que o trabalho pode ser um fator de risco, contributivo, mas não necessário, exemplificadas pelas doenças comuns, mais frequentes ou mais precoces em determinados grupos ocupacionais e para as quais o nexo causal é de natureza eminentemente epidemiológica. Ex. HAS, neoplasias. Grupo III – Doenças em que o trabalho é provocador de distúrbio latente, ou agrav

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