LINGUAGEM DISCURSIVA: RESSIGNIFICA O DA ESCRITA DE ALUNOS SURDOS .


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Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins Departamento de Educação Especial – UNESP/ Marília. LINGUAGEM DISCURSIVA: RESSIGNIFICAÇÃO DA ESCRITA DE ALUNOS SURDOS. UNESP - 2010. MÉTODOS DE ENSINO LEITURA E ESCRITA. Adaptações dos métodos de ouvintes. POLÊMICA. EDUCADORES.
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Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins Departamento de Educação Especial – UNESP/Marília LINGUAGEM DISCURSIVA: RESSIGNIFICAÇÃO DA ESCRITA DE ALUNOS SURDOS UNESP - 2010

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MÉTODOS DE ENSINO LEITURA E ESCRITA Adaptações dos métodos de ouvintes POLÊMICA EDUCADORES

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Atividade Inicial: análise de Texto 1 Texto 2 O casa domingo foi namorado G. e D. à taarde abraça. Muito gosta você love Bonita ou Beijão foi casa. FIM. Semana 10 anos – 3a série O cavalo come agua O cavalo caiu O cavalo vi ele pega cavalo é pequeno O cavalo tá bravo. O cabalo vi A cavala é bonita. O cavalo não come água. O cavalo vi mae comeu bistro ! O cavalo é novo O cavalo vi homem pega leite O cavalo não gossto de dele. 9 anos - 1a série

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Aprendizagem da escrita Criança ouvinte Escola/vocabulário próprio, conhecimento de mundo e uso das formas gramaticais (aprendizado da escrita) Criança surda Pais/alguma forma de comunicação Sistematização precária da língua falada

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Abordagens Educacionais Importância da Libras Condições para o seu aprendizado MONOLÍNGUE BILÍNGUE

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Problematizando... Historicamente, estudos dão maior ênfase na sintaxe . estudos descritivos : desde a década de 40 (Sec. XX) relação desempenho/acentuado atraso quando comparado com ouvinte . estudos explanatórios : desde a década de 70 (Sec. XX) tomam por base os princípios da "Gramática Gerativo-Transformacional, de Chomsky, p/"explicar" as dificuldades no uso da língua por alunos surdos: técnicas de remediação p/adequação às regras gramaticais (PEREIRA, 2003)

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Concepções acerca da escrita COMPREENSÃO DA LÍNGUA COMO CÓDIGO COMPREENSÃO DE LÍNGUA COMO ATIVIDADE DISCURSIVA

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Língua como código - estudos cuja ênfase recai sobre a percepção auditiva e a fala: . ordem de complexidade determina desenvolvimento da função auditiva . sequencia de vogais isoladas até frases no trabalho com a fala . compreensão de que a fala é determinante p/an apropriação da escrita . exercícios mecânicos: treinamento auditivo, propriocepção dos pontos de articulação, treinamento da produção fonoarticulatória - estudos de natureza inatista . exposição à língua de acordo com hierarquia de complexidade sintática . recursos internos p/organização das regras gramaticais dispensam o mediador - estudos desenvolvimentistas: . etapas e níveis de "aquisição" . baseiam-se em comparações com a linguagem de ouvintes . desenvolvimento linguístico subordinado ao desenvolvimento cognitivo GUARINELLO (2007)

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Escrita como representação da oralidade - língua: sistema de representação formal e all inclusive . língua "ensinada" como pré-requisito para an apropriação da escrita . padrão a ser alcançado . não há espaço para as idiossincrasias/singularidades - alfabetização . baseia-se na oralidade . carece de atividades significativas GUARINELLO (2006)

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Língua como atividade discursiva Estudos em que an atividade discursiva se characterize pela ação do sujeito sobre e com a língua: . negam a linearidade e caráter all inclusive da língua . enfatizam os determinantes histórico-sociais e político-ideológicos . "problemas" apresentado pelo aluno surdo não derivam da condição física, mas do modo como esse surdo é inserido no universo da linguagem GUARINELLO (2006, 2007)

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Escrita como modalidade discursiva Depreende da interpretação de linguagem como prática discursiva instaurada por meio de processos dialógicos interdiscursivos e intradiscursivos, perpassados pelas condições de usos nos contextos histórico-sociais e ideológicos nos quais se constituem: - processo não straight - espaço para as idiossincrasias - constituição de conhecimento do mundo - reflexão sobre o funcionamento da linguagem - recontextualização do escrito para a derivação de sentidos: multiplicidade de sentidos PEREIRA (2009), ABAURRE, MASSI ( 2001)

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An escrita como prática pedagógica discursiva Processo: interação, interdiscursividade, condições de funcionamento da escrita; Escrever: dizer ao outro ao invés de representar a linguagem graficamente; instaurar espaço para a multiplicidade de sentidos

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Escrita como prática discursiva Discurso escrito Uma forma de ação, de interação (pressupõe o outro/concreto ou virtual) Se insere num contexto (relação entre os interlocutores) Produzido por um sujeito Regido por normas, sua acessibilidade Dada pela interdiscursividade

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An escrita como prática pedagógica discursiva Ter o que dizer Ter porque dizer Ter para quem dizer Estar comprometido com o dizer Encontrar estratégias para dizer

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Aprendizagem da escrita pelo surdo Ato de ensinar e o ato de construir - juntos Sujeito constrõe conhecimento, age sobre o mundo, transforma-o, exerce sua plena cidadania Prontidão e imaturidade: deixam de ter sentido Estimulação dos aspectos motores, cognitivos e afetivos: isolados não tem sentido Diferenças individuais são entendidas como singularidades inerentes ao processo de apropriação da escrita

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Estratégias e recursos Propiciar diferentes situações em que as crianças possam utilizar an escrita Favorecer o contato com diferentes materiais lingüísticos Possibilitar que a criança reflita sobre as diferentes funções e usos da língua Criar situações que possibilitem a compreensão quanto an organização do sistema lingüístico Promover atividades de re-escritura/retextualização Momentos em que a criança possa refletir sobre o seu modo de escrever

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APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

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APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

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APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

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APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

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APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

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Aspectos do texto: formais e discursivos Aspectos formais da escrita referem-se às características de representação gráfica da linguagem Aspectos discursivos da escrita referem-se às características da linguagem em uso - coesão printed: diz respeito ao conjunto de recursos linguísticos por meio dos quais as sentenças se interligam formando seqüências de sentidos: adjetivos, verbos, proposições, pronomes, advérbios, conjunções (operadores argumentativos); - coerência literary: modo como os elementos expressos na superfície do texto e os que se encontram implicados permitem a construção do sentido (BRASIL, 1997)

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Aspectos do texto: formais Aspectos formais - momento inicial: apreende o sistema alfabético/tendência à representação dos children da fala na escrita - no transcorrer do processo de construção da escrita: percepção de que an escrita é mais complexa do que a simples transcrição da oralidade - nesse processo a criança propõe sua própria ortografia - apropriação do sistema convencional de escrita: forma de inclusão = forma de inclusão educacional/social O que se questiona não é a necessidade do domínio do "padrão oficial" da escrita, mas a forma como tal domínio é conduzido!!!

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Aspectos do texto: formais A representação direta da oralidade na escrita: não é suficiente para an apropriação da escrita Situações em que não há correspondência letra-som uma mesma letra pode ser articulada com base em children distintos (sapato e casa) um mesmo som pode ser grafado por diferentes letras (fonema [g] por g e j; [x] em próximo e exame) letras que não têm som nenhum na fala, mas que estão presentes na escrita (h em hoje

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Aspectos do texto: formais Situações em que não há correspondência letra-som possibilidades de muitas palavras serem pronunciadas de maneiras distintas em função das variedades lingüísticas (pastel, leite) as letras podem apresentar um valor silábico (apto, afta) utilização de duas letras para representar um som (guerra, queijo)

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Aspectos do texto: formais Exemplos de ocorrências que divergem do sistema convencional - "trocas" na escrita: compreendidas como decorrentes de dificuldades com a correspondência grafema-fonema - instabilidade quanto ao domínio das diferentes possibilidades de representar, graficamente, um determinado som  representações múltiplas (" xeio ", " maxa ", " xega ", " civocê " demonstram confusão com o uso de x, ch e s) - confusão com o uso de m e n: " tanbe ", "não ven " - confusão com uso de r: " matan ", "acumula"

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Aspectos do texto: formais - assistematicidade do uso de marcação de nasalidade: " maxa ", " lipa ", "dengue", " tanbe " - assistematicidade quanto à compreensão sobre a quantidade de elementos que podem compor uma sílaba: "bancas", "barcas", " brica " - instabilidade no uso de critérios de utilização de espaços em branco na escrita: segmentação na escrita . Hipossegmentações : " civocê ", " nãoven ", " nosvasos ", " tesasas ", " propipa ", " denguepodemata " . Hipersegmentações : "e le ", " a reia " Soluções propostas pela criança = erros ou sintomas de construção da escrita?

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Qualidade printed Garantem an organização estrutural e constituição dos sentidos: coesão, coerência (informatividade, situacionalidade, interxtualidade , intencionalidade e aceitabilidade) (BEAUGRAD E DRESSLER, apud KOCH, 1990)

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Aspectos do texto: discursivos COESÃO E COERENCIA - A coerência interna se apóia em elementos coesivos (responsáveis

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